quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Um dia de merda,muita merda...

Um dia de Merda, muita merda !!!
A expressão do título é conhecida de todos, mas o texto que originou é menos.> É uma obra de Luis Fernando Veríssimo sobre a obra veríssima que ele fez quando de uma viagem para Miami. > Aeroporto Santos Dumont, às 15:30. Senti um pequeno mal-estar causado por uma cólica intestinal, mas nada > que uma urinada ou uma barrigada não aliviasse.> Mas, atrasado para chegar ao ônibus que me levaria para o Galeão, de onde partiria o vôo para Miami,> resolvi segurar as pontas. Afinal de contas são só uns 15 minutos de busão.> 'Chegando lá, tenho tempo de sobra para dar aquela mijadinha esperta, tranqüilo, o avião só sairia às 16:30'.> Entrando no ônibus, sem sanitários. Senti a primeira contração e tomei consciência de que minha gravidez > fecal chegara ao nono mês e que faria um parto de cócoras assim que entrasse no banheiro do aeroporto.> Virei para o meu amigo que me acompanhava e, sutil falei:> 'Cara, mal posso esperar para chegar na merda do aeroporto porque preciso largar um barro.'> 'Nesse momento, senti um urubu beliscando minha cueca, mas botei a força de vontade para trabalhar e > segurei a onda.'> O ônibus nem tinha começado a andar quando, para meu desespero, uma voz disse pelo alto falante:> 'Senhoras e senhores, nossa viagem entre os dois aeroportos levará em torno de 1 hora, devido a obras na pista.'> Aí o urubu ficou maluco querendo sair a qualquer custo. Fiz um esforço hercúleo para segurar o trem merda > que estava para chegar na estação anus a qualquer momento Suava em bicas. Meu amigo percebeu e, como > bom amigo que era, aproveitou para tirar um sarro.> O alívio provisório veio em forma de bolhas estomacais, indicando que pelo menos por enquanto as coisas > tinham se acomodado.> Tentava me distrair vendo TV, mas só conseguia pensar em um banheiro, não com uma privada, mas com um> vaso sanitário tão branco e tão limpo que alguém poderia botar seu almoço nele. E o papel higiênico> então: branco e macio, com textura e perfume e, ops, senti um volume almofadado entre meu traseiro e o> assento do ônibus e percebi, consternado, que havia cagado.> Um cocô sólido e comprido daqueles que dão orgulho de pai ao seu autor.> Daqueles que dá vontade de ligar pros amigos e parentes e convidá-los a apreciar na privada.> Tão perfeita obra, dava pra expor em uma bienal.> Mas sem dúvida, a situação tava tensa.> Olhei para o meu amigo, procurando um pouco de piedade, e confessei sério:> 'Cara, caguei!'> Quando meu amigo parou de rir, uns cinco minutos depois, aconselhou-me a relaxar, pois agora estava > tudo sob controle.> 'Que se dane, me limpo no aeroporto', pensei.> 'Pior que isso não fico'.> Mal o ônibus entrou em movimento, a cólica recomeçou forte.> Arregalei os olhos, segurei-me na cadeira mas não pude evitar, e sem muita cerimônia ou> anunciação, veio a segunda leva de merda. Desta vez, como uma pasta morna.> Foi merda para tudo que é lado, borrando, esquentando e melando a bunda, cueca, barra da camisa, pernas, > panturrilha, calças, meias e pés.> E mais uma cólica anunciando mais merda, agora líqüida, das que queimam o fiofó do freguês ao sair > rumo a liberdade.> E depois um peido tipo bufa, que eu nem tentei segurar. Afinal de contas, o que era um peidinho para > quem já estava todo cagado... > Já o peido seguinte, foi do tipo que pesa. E me caguei pela quarta vez.> Lembrei de um amigo que certa vez estava com tanta caganeira que resolveu botar modess na cueca, > mas colocou as linhas adesivas viradas para cima e quando foi tirá-lo levou metade dos pêlos do rabo junto.> Mas era tarde demais para tal artifício absorvente.> Tinha menstruado tanta merda que nem uma bomba de cisterna poderia me ajudar a limpar a sujeirada. > Finalmente cheguei ao aeroporto e saindo apressado com passos curtinhos, supliquei ao meu amigo> que apanhasse minha mala no bagageiro do ônibus e a levasse ao sanitário do aeroporto para que eu > pudesse trocar de roupas.> Corri ao banheiro e entrando de boxe em boxe, constatei falta de papel higiênico em todos os cinco. > Olhei para cima e blasfemei: 'Agora chega, né?'> Entrei no último, sem papel mesmo, e tirei a roupa toda para analisar minha situação (que concluí como > sendo o fundo do poço) e esperar pela minha salvação, com roupas limpinhas e cheirosinhas e com ela uma> lufada de dignidade no meu dia.> Meu amigo entrou no banheiro com pressa, tinha feito o 'check-in' e ia correndo tentar segurar o vôo. > Jogou por cima do boxe o cartão de embarque e uma maleta de mão e saiu antes de qualquer protesto> de minha parte. 'Ele tinha despachado a mala com roupas'.> Na mala de mão só tinha um pulôver de gola 'V'.> A temperatura em Miami era de aproximadamente 35 graus.> Desesperado comecei a analisar quais de minhas roupas seriam, de algum modo, aproveitáveis.> Minha cueca, joguei no lixo. A camisa era história.> As calças estavam deploráveis e assim como minhas meias mudaram de cor tingidas pela merda.> Meus sapatos estavam nota 3, numa escala de 1 a 10.> Teria que improvisar.> A invenção é mãe da necessidade, então transformei uma simples privada em uma magnífica máquina de lavar.> Virei a calça do lado avesso, segurei-a pela barra, e mergulhei a parte atingida na água. Comecei a dar > descarga até que o grosso da merda se desprendeu.> Estava pronto para embarcar.> Saí do banheiro e atravessei o aeroporto em direção ao portão de embarque trajando sapatos sem meias, as > calças do lado avesso e molhadas da cintura ao joelho (não exatamente limpas) e o pulôver gola 'V', sem camisa.> Mas caminhava com a dignidade de um lorde.> Embarquei no avião, onde todos os passageiros estavam esperando o 'RAPAZ QUE ESTAVA NO BANHEIRO'> e atravessei todo o corredor até o meu assento, ao lado do meu amigo que sorria.> A aeromoça aproximou-se e perguntou se precisava de algo.> Eu cheguei a pensar em pedir 120 toalhinhas perfumadas para disfarçar o cheiro de fossa transbordante e> uma gilete para cortar os pulsos, mas decidi não pedir:> 'Nada, obrigado.' > > Eu só queria esquecer este dia de merda. Um dia de merda...> > Luis Fernando Veríssimo> (verídico).

sábado, 1 de novembro de 2008

Amar

Amar
(Florbela Espanca)


Eu quero amar, amar perdidamente
Amar só por amar: Aqui, Alem...
Mais este e aquele, outro e toda gente
Amar, amar..e não amar ninguém...

Recordar?Esquecer?Indiferente!
Prender ou Desprender?
Quem disse que se pode amar alguém
durante a vida inteira e porque mente...

Há uma primavera em cada vida
E preciso conta-la assim florida
Pois se Deus nos deu vos para cantar...

E se um dia ei de ser pó, cinza e nada
que seja minha noite uma alvorada
que me saiba perder...para me encontrar.!

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Radio Educativa

A programacao de uma Radio Educativa deve conter informacao, lazer, manifestacoes culturais, artisticas, folcloricas, noticiar os acontecimentos da sociedade, o convivio social, divulgar eventos, servicos de utilidade publica, promover atividades educacionais e outras praticas para melhoria das condicoes de vida da populacao, sem discriminacao de raça, religiao, sexo, convicçoes politico-partidarias e condiçoes sociais.
" As entidades que absorvem atividades de emissoras educativas poderao receber recuros e veicular publicidade institucional de entidades de direito publico ou privado, a titulo de apoio cultural, admitindo-se o patrocinio de programas, eventos e projetos, vedada a veiculacao remunerada de anuncios e outras praticas que configurem comercializacao de intervalos" ( Lei 9.637, de 15 de maio de 1998).

Como seria bom se a Radio da Unc estivesse funcionando.

Paz.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Viver

Porque nós devemos jogar mentiras e falsas ilusões fora, devemos viver hoje e ter certeza do que queremos do nosso amanhã, porque ele está ali, batendo na nossa porta. Não podemos culpar os outros pelo que esperamos deles, porque nem sempre as pessoas são capazes ou estão dispostas a dar o que queremos e vice-versa. Chega de sermos auto-destrutivos e sofrermos por desilusões criadas em algum lugar fora da nossa própria mente. Devemos nos iludir menos e viver mais.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Dança de rua: o surgimento de uma nova cultura

A Dança de Rua ou o Street Dance surgiu com uma crise econômica nos Estados Unidos, quando muitos dançarinos perderam seus empregos e para sobreviverem apresentam seus shows nas ruas. Na década de 60, o estilo sofreu grande influência do Soul, ritmo afro-americano criado pelo cantor James Brown, que mais tarde se juntou ao Funk e o Rap. O Street Dance, nasceu de movimentos urbanos do início da década de 70, nos guetos de Nova York. Os movimentos eram muito mais do que só a dança, eles se expressavam através de diferentes manifestações artísticas de música, dança, poesia e pintura. O que deu origem à formação de uma nova cultura ligada aos negros, o Hip Hop.”Era normal naquela época ocorrer brigas entre gangues negras e latinas pela disputa dos territórios, um grupo cultural de Hip Hop ajudou as gangues nova yorkinas para resolver seus problemas através da dança, as chamadas de batalhas, a partir dai surgiu o Hip Hop” explica o coreógrafo Jailson de Oliveira.
Os dançarinos dificultavam o movimento do corpo, assim um desafiava o outro, o Street combina com vários outros estilos, movimentos de jazz ou da capoeira podem ser adaptados e enquadrados dentro dos parâmetros do Hip Hop. Os movimentos incluem giros de corpo e com a cabeça no chão, saltos, chutes, balanço para as laterais do tronco e nos ombros. As músicas utilizadas têm batidas fortes e marcantes e os movimentos são sincronizados. O corpo acompanha a música de acordo com o ritmo: quando a melodia é intensa, os passos ficam mais firmes. Se as batidas diminuem, a coreografia fica mais suave. O estilo chegou ao Brasil no final da década de 70 e foi difundido rapidamente, principalmente nas periferias. Isso aconteceu pela necessidade que essas pessoas tinham de expressar uma arte misturada a protesto. “No começo o Street no país era praticado somente por homens, mas logo as mulheres começaram a gostar e se juntaram aos homens” comenta Jailson.
Para os amantes da Dança de Rua o Street é compensador ““ A vida é uma dança, onde o palco é o mundo, nós somos os bailarinos, e Deus é o coreógrafo, Deus nos da a liberdade o palco e a Dança.Mas depende de nós fazermos uma apresentação digna de premiação, entramos no palco, mostrando o que sabemos, pensando sempre nos movimentos de rua e na superaçao “, explica o B.boy Esmael Farinon”.

Matéria produzida para oficina de Jornalismo Digital, sem as retrancas.

Paz.

Mostra de Cinema de SP promove sessão para deficientes visuais

Na sexta-feira (24), a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo terá a primeira sessão especial para deficientes visuais de sua história.
O evento acontece no Reserva Cultural, às 18h10, e o filme escolhido é "Contratempo", dirigido por Malu Mader e Mini Kerti.
A sessão conta com o recurso da audiodescrição, técnica que descreve todos os detalhes das cenas dos longas-metragens, como cenários e figurinos.
Para facilitar a compreensão, o público com deficiência visual recebe a sinopse do filme em Braille e, para a descrição, um aparelho semelhante ao de tradução simultânea.

Fonte: G1

Espero que ocorram outras e em outros lugares do Brasil, é assim que vamos para frente.