Dança de rua: o surgimento de uma nova cultura
A Dança de Rua ou o Street Dance surgiu com uma crise econômica nos Estados Unidos, quando muitos dançarinos perderam seus empregos e para sobreviverem apresentam seus shows nas ruas. Na década de 60, o estilo sofreu grande influência do Soul, ritmo afro-americano criado pelo cantor James Brown, que mais tarde se juntou ao Funk e o Rap. O Street Dance, nasceu de movimentos urbanos do início da década de 70, nos guetos de Nova York. Os movimentos eram muito mais do que só a dança, eles se expressavam através de diferentes manifestações artísticas de música, dança, poesia e pintura. O que deu origem à formação de uma nova cultura ligada aos negros, o Hip Hop.”Era normal naquela época ocorrer brigas entre gangues negras e latinas pela disputa dos territórios, um grupo cultural de Hip Hop ajudou as gangues nova yorkinas para resolver seus problemas através da dança, as chamadas de batalhas, a partir dai surgiu o Hip Hop” explica o coreógrafo Jailson de Oliveira.
Os dançarinos dificultavam o movimento do corpo, assim um desafiava o outro, o Street combina com vários outros estilos, movimentos de jazz ou da capoeira podem ser adaptados e enquadrados dentro dos parâmetros do Hip Hop. Os movimentos incluem giros de corpo e com a cabeça no chão, saltos, chutes, balanço para as laterais do tronco e nos ombros. As músicas utilizadas têm batidas fortes e marcantes e os movimentos são sincronizados. O corpo acompanha a música de acordo com o ritmo: quando a melodia é intensa, os passos ficam mais firmes. Se as batidas diminuem, a coreografia fica mais suave. O estilo chegou ao Brasil no final da década de 70 e foi difundido rapidamente, principalmente nas periferias. Isso aconteceu pela necessidade que essas pessoas tinham de expressar uma arte misturada a protesto. “No começo o Street no país era praticado somente por homens, mas logo as mulheres começaram a gostar e se juntaram aos homens” comenta Jailson.
Para os amantes da Dança de Rua o Street é compensador ““ A vida é uma dança, onde o palco é o mundo, nós somos os bailarinos, e Deus é o coreógrafo, Deus nos da a liberdade o palco e a Dança.Mas depende de nós fazermos uma apresentação digna de premiação, entramos no palco, mostrando o que sabemos, pensando sempre nos movimentos de rua e na superaçao “, explica o B.boy Esmael Farinon”.
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Paz.